Em um cenário de incerteza para os bancos médios, o risco soberano da União surge como a máxima garantia de preservação de capital.

Nesta semana, o FGC começará a pagar os credores de CDBs do Banco Master no valor de até R$ 250 mil.

Você sabe por que o FGC não faz sentido para quem adquire precatórios?

O FGC é um mecanismo exclusivo para proteger depositantes de instituições financeiras e não abrange ativos fora do sistema bancário tradicional. Assim como ocorre com debêntures, CRIs, CRAs e o próprio Tesouro Direto, os precatórios não contam com garantia do FGC. Isso se deve ao fato de o precatório não ser um título de dívida emitido por um banco para captar recursos, mas sim uma ordem judicial de pagamento que representa um crédito direto contra o Poder Público, situando-se em uma categoria de ativos reais e direitos creditórios.

E isso não é ruim. Entenda…

A segurança de investir em precatórios fundamenta-se no fato de o devedor ser o Estado (União, estados ou municípios), que detém o chamado “risco soberano”, o nível mais elevado de confiabilidade em um país. Diferente de instituições privadas ou bancos, o risco de insolvência do Estado é tecnicamente nulo, pois o ente público possui poder de tributação e emissão de moeda para honrar compromissos. A garantia é, portanto, constitucional: o pagamento é uma obrigação legal incluída no orçamento público. A quitação dessa dívida (precatórios) até pode sofrer um atraso (caso de alguns entes estaduais e municipais), mas os títulos ainda assim são pagos; além disso, isso já é precificado no prêmio quando da aquisição pelo investidor.

Anualmente, são quitados centenas de bilhões de reais em precatórios pela União, estados e municípios, sendo que os precatórios federais (União), historicamente, são pagos em dia e sem qualquer perspectiva de atraso. Ainda assim, caso o pagamento de um precatório atrase, o seu valor continua tendo atualização monetária e juros.

Com a Selic ainda em patamares elevados, o custo de capital para os bancos médios permanece alto, pressionando a saúde financeira dessas instituições e aumentando o risco de novas quebras. Não cometa o mesmo erro de expor seu patrimônio a riscos desnecessários em troca de rentabilidade pequena. A proteção real agora está fora do sistema bancário médio.

Por esses motivos, o investimento em precatórios precisa definitivamente assumir um papel relevante na diversificação da sua carteira.

Invista em PRECATÓRIOS FEDERAIS: tenha uma rentabilidade bem superior ao mercado em geral, mas mantenha a segurança de ter o TESOURO NACIONAL como pagador.